África

(…)

estou aqui como tu

borboleta tricolor que pousa no eco das muralhas

e morre a ouvir histórias de um país calcinado.

Índia, de Ana Muriel

(…) estranhos?

estranhos por quê?

talvez o sejamos na distância lusa

dos nossos palmeirais exóticos

panos garridos

gargalhar sensual e provocador

talvez o sejamos até no linguajar materno 

que no berço ouvimos

 –

mas se hoje procuramos a essência

de um passado comum

é porque aquele acento no coração de todos nós

é a ave migratória dos nossos mares entrelaçados.

Arte Aricana

(…)

se um dia meu amor na praia além

olhando o imenso azul

me vires também

é porque eu sou a foz e sou nascente

água corrente

do meu vaivém

 –

se um dia meu amor entre o capim

escutares os poemas

que houve em mim

é porque eu fiquei em pensamento

na voz do vento

que canta assim…

Olinda Beja. Água Crioula.

Literatura de São Tomé e Príncipe.

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