Coloco aqui algumas imagens da Marcha das Vadias:

Em várias cidades do país,

mulheres se reuniram para marchar em nome da liberdade.

A violência contra a mulher é uma realidade em todo o mundo. Uma mulher é violentada nos EUA a cada dois minutos, menos de 37% dos casos vai a julgamento, apenas 5% dos criminosos passam algum tempo na cadeia. A África do Sul enfrenta o problema dos “estupros corretivos”.  Em alguns países, persiste a barbaridade da mutilação genital. O tráfico de mulheres atinge números cada vez maiores. No Brasil, os espancamentos, estupros e abusos são recorrentes e, geralmente, impunes! Ainda há diferenças salariais e assédio sexual no trabalho; as mulheres são vítimas de abuso até nas delegacias, onde, em tese, deveriam ser protegidas.

Devemos mesmo tomar as ruas, as redes e qualquer espaço possível para reivindicação e  protesto.

Essa imagem é lindíssima!

E me lembrou Leila Diniz!

Meu corpo

Minha Revolução.

A entrevista que Leila Diniz concedeu ao Pasquim, autêntica e singular, cutucou a direita e seus “bons costumes”.

Resultado: escândalo; contrato com a Rede Globo cancelado e  inimizade dos militares. 

Quando fotografada de biquíni e grávida, outro escândalo, alardeado pela tradicional família, sempre aliada aos retrógrados assassinos e torturadores da ditadura. O discurso é bem parecido com o de Bolsonaro e Malafaia – “bons costumes” aliados à opressão e à rasura dos direitos humanos.

Mas, do fato e da foto, nasceram várias Leilas Brasil afora.

 Há uma banalização da violência nos lares brasileiros, o que dificulta qualquer processo de transformação. Como o ser humano é complexo (pode ser num momento afetuoso e em outro extremamente agressivo) e é da família, as humilhações ou mesmo os abusos sexuais e psicológicos são aceitos com uma falsa tranquilidade. São, na maioria dos casos, silenciados.

Grande parte das famílias brasileiras confunde passividade com pacifismo. E finge não enxergar que a violência psicológica, caracterizada por rejeição, discriminação e humilhação, causa danos irreversíveis. 

Eu não sou mais quem/você deixou, amor/ vou à Lapa/decotada/viro todas/beijo bem.

A protagonista de Adriana Calcanhotto toma as ruas….

Vale lembrarmos ainda das lutas pela legalização do aborto e casamento civil igualitário, além do combate incessante à pedofilia e à violência doméstica…

A “Marcha das Vadias” (SlutWalk em inglês) começou em Toronto, em abril de 2011, em resposta ao insulto de um oficial da Polícia local que sugeriu que as mulheres iriam permanecer seguras se evitassem se vestir como ‘vadias’.

A Lola escreveu sobre a marcha em seu blog, vale demais a leitura!

Entrevistei a feminista e jornalista Maíra Kubk Mano quem quiser ler, basta clicar aqui

 

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