Amai-vos uns aos outros. Basta de homofobia!

Lema da 15ª Parada do Orgulho LGBT.  Festa associada à reivindicação dos direitos civis e humanos. 

O país vive um ótimo momento para a discussão coletivo-democrática sobre os malefícios do fundamentalismo religioso e sua imposição no congresso e senado, sobre os altíssimos índices de violência praticados diariamente contra os homossexuais, sobre a possibilidade de reversão desse quadro de brutalidades, intolerância e ignorância.

Segundo Gilberto Dimenstein, “o Brasil está dando uma aula de respeito à diversidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável entre casais homossexuais. É daquelas decisões que chamam a atenção mundial para os avanços de um país. Um dos fatores, entre vários, para entender por que um país católico, onde os políticos temem as igrejas, chegou tão longe tem a ver com a Parada Gay, lançada na avenida Paulista. A parada trouxe milhões de pessoas para uma única manifestação – mais do que o Dia do Trabalho, por exemplo. Em nenhum lugar se junta tanta gente para afirmar um direito. Nada parecido existe em cidades gays como Nova York ou São Francisco. “

Vale assistir à entrevista que Jean Wyllys concedeu à Marília Gabriela. Temas cruciais foram tratados com uma clareza expressiva contagiante e extremamente necessária.

Sobre o tema da escola, entretanto, é importante afirmar que a discriminação não vem apenas dos professores, mas de diretores, coordenadores e supervisores. Devemos tomar um extremo cuidado ao analisar o sistema educacional brasileiro. Em geral, apenas a figura do professor é examinada, como se ele respondesse sozinho ao fracasso ou  ao sucesso escolar. E não é bem assim. Reina uma pedagogia da opressão, assinada pelos cargos de orientação escolar. Não são poucos os casos de professores perseguidos e demitidos por serem homossexuais ou por defenderem relações homoafetivas. Não são poucos os casos de alunos, ainda em processo de descoberta da sexualidade, serem apartados e agredidos por pedagogos. Não basta, portanto, curso de aperfeiçoamento e reciclagem para os professores, é crucial incluir os orientadores pedagógicos, que, em geral, assumem cargos de chefia e impõem regras discriminatórias e extremamente violentas. Em abril de 2009, escrevi um texto sobre o tema e o publiquei aqui no blog, quem quiser conferir, basta ir ao arquivo.

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