A arte é o vazio que a gente entendeu.


há pouco Beth Goulart me colocou diante da autora,

que linda entrega dessa atriz

inteira imensa pequenina,

Simplesmente Clarice!


espetáculo delicado estranho forte

com seus espelhamentos e silêncios,

sutilezas e vazios

(fiquei quieta, imóvel na cadeira,

meu corpo todo uma escuta)

Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu.

Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil.

Minha experiência maior seria ser o outro dos outros:

e o outro dos outros era eu.

Simplesmente Eu, Clarice Lispector:

Pesquisa, concepção, criação, interpretação e direção – Beth Goulart.

(Fragmentos de várias vozes revelam não só Clarice, mas uma leitura sensibilíssima e atenta)

Supervisão de direção – Amir Haddad.

(Soube compor e ouvir, de certo)

Iluminação – Maneco Quinderé.

(Perfeita!!!!)

Cenário – Ronald Teixeira e Leo Gama

(Trama vazada de silêncios…)

Figurino – Beth Filipecki

(Simples e requintado, colabora com toda a movimentação cênica)


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