Rede

Todo mundo quer opinar, dizer a que veio. E o brasileiro, mestiço por acaso – mestiçou-se no comportamento falante: passionalmente, cordialmente, por entre avenca, feto e taquara-poca, no seio-limo da mata ciliar.

E em sua expressão pós-moderna, barroca, do alto monte Parnaso –  nossa língua prolixa e cheia de anacolutos, sobretudo – estamos aí para palpitar: música, literatura, mercados fonográfico e editorial, comportamento etc. É como se pedíssemos o compartilhamento do direito cibernético de expressão sobre aquilo que alguns poucos se sentem designados por permissão acadêmica a fazê-lo: cânones de plantão, midiáticos da escrita oficial eleitos sem sufrágio.

Propomos, então, a vagabundagem respeitosa da liberdade da fala.

Os leitores dirão se há propriedade no que é dito, se há qualidade na forma expressa e se o conteúdo é de reputabilidade.

Eis o desafio e eis o desejo. Certeza e confusão. Facas, lâminas, sentimentos do mundo, noites velozes: todo homem, todo lobisomem sabe a imensidão da fome que tem de viver.

Robson José dos Santos

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